Damn Cool Pics. como o próprio nome em inglês indica é um blog gringo com um monte de fotos, digamos assim, peculiares! Abaixo selecionei algumas imagens retiradas de uma seção apenas com retratos de moças que, digamos assim, acabaram "caindo" depois de uns drinks... O endereço da página, para aqueles que quiserem ver todo o portfólio da bebedeira (!!!), é: http://damncoolpics.blogspot.com/2009/10/passed-out-girls.html.
Abaixo uma pequena amostra da degradação humana... Divirtam-se!
Contrariando as expectativas mais pessimistas não houve treta alguma na apresentação da banda THE EXPLOITED ontem, apesar de que o Manara Bar (lugar que eu definitivamente não gosto) estava apinhado de Punks e Skinheads, o que convenhamos, é um barril de pólvora! Praticamente perdi a primeira banda de abertura, REAL SOCIEDADE, quando entrei eles estavam tocando seu último som. Durante o intervalo entre as bandas fiquei escorado na copa, entre umas cervejas e doses de absinto, trocando umas idéias com os camaradas, inclusive alguns que não via fazia uma longa data (muuuita gente das antigas! Só mesmo essas bandas clássicas para alguns saírem da toca). Depois veio a segunda banda, a UNIDOS PELO ÓDIO, a banda mais velha em atividade do Punk/Hardcore aqui no RS. Os caras tocaram um set mais curto do que estão habituados a fazer. Mesmo assim foi uma apresentação energética, os caras tocaram com garra e vontade, não é para menos, afinal a UNIDOS desde seu começo (e lá se vão uns 20 anos) até hoje sempre tiveram como influência principal o EXPLOITED, o que fez de ontem uma noite histórica pros caras... Bom, logo mais um intervalo (mais cervejas e absintos) e entra em cena a lenda escocesa THE EXPLOITED! Bem, o que posso comentar? Ao contrário da apresentação em SP, em que eles foram vaiados por parte do público, aqui eles tiveram uma recepção calorosa (daí me vem à cabeça aquela velha questão: o que leva um mané a gastar dinheiro com ingresso, se deslocar de casa, só pra vaiar uma banda que não gosta?). Polêmicas à parte, como afirmei anteriormente, os caras já subiram no palco com a platéia na mão, daí a coisa fica fácil, ainda mais com um set list priveligiando mais os clássicos do que músicas novas. Eles começaram detonando com a antológica "Let's Start a War..." depois foi foi só arregaço: não faltou "The Massacre", "Punk's Not Dead", "Alternative", "Cop Cars" (essa aí me pegou de surpresa, não espera ver eles tocando esse petardo!), "Army Life", etc. Com a galera agitando de forma animal, transformando a frente do palco num caldeirão do inferno! E volto a frisar: todos empolgados e sem tretas (pelo menos não vi nada). Enfim uma grande apresentação que contagiou a todos os presentes (com exceção, eu acho, dos seguranças, hehehe). No final fomos todos embora, suados e satisfeitos...
E para sentirem um gostinho, eis a uma gravação que um cara colocou no youtube do show de ontem, uma pequena palhinha com uma qualidade sofrível, mas que se dane ! Punk as fuck!!!
É hoje, pela primeira vez em Porto Alegre, teremos a presença dos escoceses do THE EXPLOITED, uma das bandas mais polêmicas da história do Punk Rock. Notórios pelas tretas em seus shows, a expectativa é que a apresentação atraia um bando de seres selvagens! Potencialmente o show mais perigoso do ano, e claro que não vou perder essa! Depois conto como foi...
Pode-se afirmar que esse clássico thriller de aventura e suspense só existe por causa de uma outra produção! Explico: no começo dos anos 30 o excêntrico produtor, diretor, cinegrafista, roterista e aventureiro nas horas vagas (ufa!) MERIAN C. COOPER numa viagem a África teve uma idéia que julgava genial: a história de um gorila gigantesco que vivia numa ilha repleta de seres pré-históricos e que seria levado até a civilização aonde ele escaparia de seus algozes e causaria o maior estrago. Claro que estou me referindo ao megaclássico KING KONG de 1933, que seria dirigido por MERIAN e seu amigo e parceiro de várias empreitadas ERNEST BEAUMONT SHOEDSACK (ambos já tinham realizados alguns filmes juntos, incluindo elogiados documentários no cinema mudo). COOPER estava realmente obcecado em levar adiante o projeto que julgava grandioso e original (OK, não tão original assim, já que a trama lembrava "demasiadamente" o conto "The Lost World" de ARTHUR CONAN DOYLE, tanto que a produtora RKO teve que comprar os direitos da história para não sofrer processo por plágio!). Pois bem, para levar adiante seu intento o faz-tudo maluco tentava convencer o produtor-executivo DAVID SELZNICK (na época um dos grandões de Hollywood e que trabalhava então na RKO) de que tinha que liberar a verba. Entre as negociações e o começo efetivo das filmagens de KONG, a dupla COOPER & SCHOEDSACK, sobre o olhar severo de SELZNICK, acabariam por produzir um outro filme, com um orçamento menor, como que se fosse um treino para a almejada superprodução. A direção ficaria a cargo de SCHOEDSACK e de IRVING PICHEL. Assim nascia o antológico THE MOST DANGEROUS GAME.
A trama é simples e diabólica, sendo o pai dos filmes sobre caçadas humanas, um subgênero também conhecido como manhunter. O renomado caçador e playboy Bob Rainsford (o então novato JOEL McCREA) esta viajando num iate com seus amigos quando sofre um naufrágio e acaba sendo o único sobrevivente parando na praia de uma ilha. Andando pela selva encontra uma espécie de castelo aonde habita o sinistro conde Zaroff (o careteiro LESLIE BANKS), nobre russo que acabou se refugiando na ilha escapando da revolução comunista. Na moradia, além de Zaroff, Bob conhece, entre outros serviçais, o capataz do anfitrião: o sisudo Ivan, o cossaco (NOBLE JOHNSON), uma porrada de cães ferozes, e um casal de irmãos, naúfragos como ele, a bela Eve Trowbridge (FAY WRAY) e seu mano, o bebum chato Martin Trowbridge (ROBERT ARMSTRONG). O interessante é que o próprio conde é um caçador nato, tendo inclusive o lado esquerdo do rosto paralisado devido a um acidente de caçada com um búfalo (na verdade o ator LESLIE BANKS tinha esse lado da face paralisada graças a um ferimento que teve durante a primeira guerra mundial aonde combateu), de cara ele reconhece seu novo hóspede e o convida para uma caçada diferente: "o jogo mais perigoso" como define o próprio russo. Uma caçada noturna cheio de mistérios. Zaroff não entrega de cara seus objetivos ao nosso herói com a intenção de reservar uma surpresa, entretanto Eve que pressente que algo não cheira bem por ali (principalmente por que dois marinheiros que tinham sobrevivido junto com ela e seu irmão tinham desaparecidos durante essas caçadas) tenta avisar Bob dos perigos do lugar. Mas não demora muito para ambos descobrirem as reais intenções do russo. Quando descobrem a famigerada sala de troféis do conde: uma coleção de cabeças decapitadas! E pior, o conde tinha acabado de caçar o irmão de Eve! Então Zaroff convida Bob para ser seu parceiro de caça. Horrorizado nosso herói recusa a oferta, o nobre ofendido então faz de seu hóspede o novo alvo de sua caçada. Tendo como regra a seguinte proposta: ele solta Bob e Eve selva a fora e lhes dá o prazo até a meia-noite do dia seguinte para se esconderem, a partir dai ele os caçará implacavelmente, tendo o prazo de até o amanhecer para fugir do russo ("eu jamais perdi esse jogo" alerta Zaroff), tendo como acréscimo Eve como prêmio ("a fêmea para o vençedor").
Inspirado no conto homônimo de RICHARD CORNNEL (que alguns critícos consideram um dos melhores contos de todos os tempos e que eu sinceramente não tive o prazer de ler, mas me lembro que saiu uma adaptação em quadrinhos no TALES FROM THE CRYPT, inclusive lançado no Brasil nas coletâneas da CRIPTA DO TERROR, pela editora RECORD, e pior: esse ai eu tinha em casa, mas faz anos que perdi... bosta!). Como me referi lá no início THE MOST DANGEROUS GAME foi o precursor de uma linhagem de filmes sobre caçadas humanas incluindo obras como O ALVO (Hard Target, 1993) de JOHN WOO (aquele com o VAN DAMME) e SURVIVING THE GAME (1994) de ERNEST R. DICKERSON (aquele com o ICE T e o RUTGER HAUER), além de outro punhado de filmes menos cotados. Também teria inspirado o personagem KRAVEN, o caçador, um dos muitos inimigos do HOMEM-ARANHA. E, claro, supostamente influenciado o famoso serial killer conhecido como ZODÍACO!
Um dos pontos fortes do filme, e que o ajudou a não envelhecer, é sem dúvida o roteiro escrito por JAMES ASHMORE CREELMAN, que alcança aqui um saúdavel e fascinante paradoxo: a trama ao mesmo tempo que é simples e sem maiores enrolações (divide-se basicamente em duas partes: a primeira metade se ocupa com a apresentação dos personagens e a situação em que se encomtram e a segunda é a caçada própriamente dita) é também rica em nuances psicológicos: primeiro do caçador que repentinamente se vê como presa (situação que surge meio como uma espécie de previsão no começo do filme quando, ainda no navio, Bob é questionado por um de seus amigos como ele se sentiria na pele dos tigres que caça) e a segunda é a questão sexual: assim como em KING KONG o fator erótico aqui é bastante forte, principalmente na figura do demente conde, um desequilibrado que, como já tinha notado o critíco LUIZ NAZARIO, é claramente impotente e com claros traços de homossexualismo. E colocar a fêmea (como ele se refere a Eve) como troféu da caçada, coloca os personagens num nível de fetichismo e primitivismo animalesco. Filmado todo em estúdio reaproveitando os cenários selvagens da produção A AVE DO PARAÍSO (Bird of Paradise, 1932) de KING VIDOR (que também seria reaproveitado em KING KONG) tem seu ponto alto na caçada, valorizada pela câmera inquieta (num P&B cheio de clima) de HENRY GERRARD e a música de MAX STEINER (que faria a trilha para o gorilão).
No elenco temos algumas curiosidades: álem de boa parte depois aparecer em KING KONG, que definitivamente alçou a bela FAY WRAY para a constelação de ícones da sétima arte (e aqui parece ensaiar a gritaria que o tornaria famosa em KK...), temos JOEL McCREA ainda bastante jovem, e assim como os cenários, também tinha participado de BIRD OF PARADISE de VIDOR (era o galã ao lado da estrela mexicana DOLORES DEL RIO), o interessante é que depois de THE MOST... McCREA estava interessado no papel de galã em KING KONG, mas seu empresário cresceu o olho e acabou pedindo um cachê maior do que ele estava acostumado a ganhar. Resultado: perdeu o papel para BRUCE CABBOT. Outra coisa curiosa é o personagem de ROBERT ARMSTRONG (que também participaria de KING...), o do irmão de Eve, que aparece em todas as cenas invariavelmente bêbado. MERIAN COOPER era um inimigo ferrenho do álcool, e embora ainda estivesse em vigor nos States a famigerada lei seca (que durou o período de 1920 até Dezembro de 1933 e fez a fortuna de gente como AL CAPONE) aqui é colocado como um elemento maléfico (que coisa chata isso!), apesar disso, o teor moralista aqui não diminui o brilho do filme. Temos ainda a presença não creditada de BUSTER CRABBE, que aqui aparece como um dos marinheiros do navio, ele praticamente entra quieto e sai calado. O cara seria depois um dos reis dos seriados Bs do cinema fazendo no ano seguinte a série TARZAN, THE FEARLEES sobre a direção de ROBERT F. HILL, seriado de 12 episódios com total de 200 minutos (o curioso é que foi lançado aqui em dvd pela Works DVD uma versão reduzida para 86 minutos (!!!) chamado TARZAN, O DESTEMIDO, e o pior é que eu tenho esse DVD aqui em casa!), depois faria outros personagens como Billy The Kid, Buck Rogers, mas CRABBE ficaria imortalizado mesmo como o FLASH GORDON. E o mais surpreendente de todos: a presença de NOBLE JOHNSON, ator de extensa filmografia e amigo de infância de LON CHANEY, no papel do cossaco Ivan, é que ele na verdade era negro e aqui está com a cara pintada de branco (e eu que na minha ingênuidade e desinformação pensava que só branquelos como o judeu AL JOLSON no primeiro filme falado da história O CANTOR DE JAZZ (The Jazz Singer, 1927) pintava a cara para parecerem negros!), bem quiser conferir o rosto de NOBLE innatura ele está em KING KONG, no papel do chefe da tribo.
A única coisa a se lamentar é o fato do filme quando lançado tinha 78 minutos. Criou tanta polêmica em sua estréia que os produtores se viram obrigados a fazer cortes (principalmente na cena da "sala de troféus") reduzindo aos 68 minutos que conhecemos hoje, ou seja, são quinze minutos de corte! Espero vê-lo devidamente restaurado algum dia...
De qualquer forma o que temos é uma obra ágil, instigante e inspiradora, que sobreviveu ao tempo. Num resultado muito superior a de produções feita no estilo "rápido & rasteiro", como aparentemente foi concebido, aliás muito melhor que muita produção feito com a pretensão do esmero! Um autêntico thriller psicológico que merece ser visto e revisto.
Já perdi as contas de quantas vezes assisti essa pérola do youtube! E o pior: não me canso de revê-lo!! Com vocês o grupo britânico UKELELE ORCHESTRA OF GB, fazendo uma versão arrebatadora e bem-humorada de uma das maiores trilhas da história do cinema!!!! Divirtam-se!
Vejam que interessante... um site apenas com fotos de tatuagens feias!!! O endereço: http://ugliesttattoos.com/. Aqui você encontra centenas de imagens de tatoos toscas, bizarras, insanas, medonhas, escatológicas, surreais e algumas realmente muito engraçadas... enfim uma galeria de pura doideira!!!! Entre e confira até que ponto pode chegar a criatividade e o grotesco...
Abaixo coloquei algumas apenas para se ter uma idéia:
Recebi nessa semana que passou o DR. GORI ZINE. Fazia um tempão que não botava a mão num fanzine impresso que me deu até um ataque de nostalgia, me lembrando dos meus tempos de fanzineiro! É basicamente um zine sobre acena musical underground, privilegiando a cena local, ou seja Goiás e Distrito Federal. Sua tiragem é anual, mas parece que o editor, o dr. Gori a.k.a. GIULIANO CABRAL, vai mudar isso... O que eu recebi é o número 7 . Aqui você encontra uma matéria sobre a banda goianense MOTHERFISH, entrevistas com MACAKONGS 2099 e DESASTRE (foi ai que eu percebi o quanto to velho e desasatualizado, já que a banda tá no seu terceiro CD, eu tenho apenas o seu primeiro 7" (isto mesmo, em vinil!) o "Mundo Velho"). Há também colunas interessantes sobre assuntos diversos, noticias do mundo do rock e várias resenhas de lançamentos de CD, a maioria sobre Punk/Hardcore.
Está interessado?
Então entre em contato com ocara, que ele é gente fina!
Da esquerda para a direita: Templeton "cara-de-pau" Peck (BRADLEY COOPER), B.A. Baracus (QUINTON JACKSON), Murdock (SHARLTO COPLEY) e John "Hannibal" Smith (LIAM NEESON). A direção será de JOE CARNAHANE e no elenco teremos ainda JESSICA BIEL interpretando a repórter Amy Allen, que na série antiga era feita por MELINDA CULEA.
Outro remake em vista: parece que a rede de tv norte-americana CBS pretende fazer uma nova série em cima do clássico HAWAII 5.0. Outra coisa que tenho minhas dúvidas se vai dar certo... De qualquer forma só o tempo dirá!
Agora para relembrar, ou até para aqueles que nunca viram a tal série, eis aqui a vinheta de abertura, bacana e estilosa, com sua clássica trilha sonora:
Antes de mais nada, uma pequena historinha: imagine você que com a revolução cultural que ouve em fins dos anos 60, com os hippies, os ideais comunistas explodindo em todos os cantos, as pessoas procurando "religiões" alternativas, etc. etc. etc. É óbvio que a toda poderosa igreja católica estava puta com tudo isso, pois via seus poderes sendo minados por todos os lados nos corações de seus devotos. Eis que num golpe ardiloso, e algo desesperado, os fiéis seguidores do papa resolvem se unir por baixo dos panos com inescrupolosos engravatados de Hollywood, estes sempre ávidos por dólares (não muito diferente da turminha do vaticano, certo?), qual a intenção dessa união nefasta? Produzir um filme de horror que não só realmente deixasse o público cagado de medo, mas que traria como o terrivel vilão ninguem menos que o grande arqui-inimigo do cristianismo: o gramunhão em pessoa! Aonde as pessoas só seriam salvas se seguissem a risca os preceitos e respeitassem os dogmas da igreja.essa sim a grande moral embutida em tal obra, no afã de recapturar seu rebanho apavorado. Bem, o resultado de tudo isso todo mundo já sabe: O EXORCISTA (The Exorcist), dirigido com a mão-de-ferro de WILLIAM FRIEDKIN e inspirado no livro de WILLIAM PETER BLATTY baseado num aterrorizante (e suposto) caso real. Lançado em 1973, o filme lota cinemas e vira um clássico instantâneo. A fé cristã está salva! Até que... no ano seguinte, um grupo de inescrupolos produtores de um país pagão resolve fazer na corrida um filme que copiasse a obra americana (quase um remake de cena por cena!!!) para capitalizar em cima dos santos ideais católicos! Quanta ironia! Claro que estou me referindo ao lendário, muito comentado e pouco visto: SEYTAN, a cópia turca do EXORCISTA, chegando ao cúmulo de ser apelidado por uns até como TURKSORCISTA (!!!). Como todos sabem os turcos, assim como os indianos e os italianos, são notórios picaretas que derãm ao mundo coisas como as versões made in Turkey de STAR WARS, E.T., STAR TREK, entre outros... ou seja, grandes monumentos ao mundo da sétima arte. Claro que sem pagar um centavo de copyrights (o que é isso mesmo?).
Chegar a ser um eufemismo chamar isso aqui de plágio! Eles praticamente refilmaram todo a obra de FRIEDKIN, com o diferencial que aqui se deixa de lado as referências católicas (para quem não sabe na Turquia a maioria é mulçumana), e claro, a falta de talento, o orçamento minúsculo e a cara-de-pau geral! Portanto se trata de um xerox de bazar de esquina dos mais vagabundos!!! O mais incrível de tudo é que a própria versão americana saiu por lá com o título de SEYTAN!!! O que deve ter acarretado uma confusão dos diabos! O filme começa igualzinho ao outro, com o equivalente ao velho padre Merrin (interpretado por AGAH HÜN esse é o nome da versão turca do MAX VON SYDOW!!! Com um visual que lembra menos um padre e mais um Amish!) numa escavação, aonde vemos além dele três figurantes com os rostos cobertos em buracos de areias em meios a esqueletos de araque. Logo ele encontrará um amuleto misterioso com uma horrenda carranca. O velho então, sabe-se lá o porque, se afasta do grupo e encontra no meio do deserto uma estátua com a mesma carranca do amuleto! Aliás, um bicho tão feio quanto esses bonecos de carro alegórico que há no carnaval! Corta a cena e logo estamos em Washington... quero dizer, Istambul! Aonde uma bela loira divorciada (MERAL TAYGUN, mais bonita que a ELLEN BURSTYN do original) vive com sua filha pré-adolescente (a LINDA BLAIR turca se chama CANAN PERVER, não sei porque mas acho esse nome bem engraçado!). A mãe namora um psiquiatra, o dr. Ekrem (EKREM GÖKKAYA), enquanto a filha segue a rotina de uma garota normal de sua idade: estuda, faz balé e nas horas vagas brinca com um tabuleiro de ouija! Logo pressentimos a presença do tinhoso na casa delas: a mãe é atormentada por barulhos noturnos (que mais parecem o ruído de descarga numa privada entupida!). Mas as manifestações na garotinha, que atende pelo singelo nome de Gül, começam mesmo na festa de aniversário da mesma, quando ela mija nas calças, ou melhor no vestido, na frente dos convidados (igualzinho a matriz americana), daí para frente a coisa só piora. E a mãe desconfia que as coisas estão no fundo do poço quando suspeita que sua filha tenha matado seu namorado psiquiatra! Nisso entra em cena um outro doutor, Tugrul Bilge (CIHAN ÜNAL, que vontade fazer um trocadilho com esse sobrenome!), que tinha escrito um livro sobre satanismo (chamado Seytan, e que inexplicavelmente, a mãe tinha achado uma cópia perdida no sótão de sua casa!!!). abalado pela recente perda da mãe, que morreu num asilo, ele tera que juntar forças para o combate contra as foças do mal (para quem ainda não percebeu: esse personagem é o substituto do padre Karras (JASON MILLER) da versão americana. É óbvio que ele não tem cacife para tal empreitada, então apela para um velho exorcista (o tal cara de Amish lá do começo do filme).
Tá na cara que enquanto o original é um clássico absoluto do horror (pelo menos minha mãe ainda se borra toda quando revê ele), feito com talento e competência, este é uma verdadeira comédia involuntária (tanto que consegue ser mais divertdo que a medíocre paródia A REPOSSUIDA, aquele com a LINDA BLAIR e o LESLIE NIELSEN!). Não falta aqui as contorções de cabeça, a famosa cena de auto flagelação com a cruz (aqui substituído pelo amuleto com a cara do gramunhão!!!), os vômitos multicoloridos, as levitações, mas tudo com efeitos dignos de CHAPOLIM! Como não rir, por exemplo, quando a filha fica pulando em cima da cama, e a mãe pula em cima dela, quando vê as duas ficam para cima e para baixo como se estivessem numa cama elástica! Outra coisa é a maquiagem... Uma das coisas mais hilariantemente medonha que já vi! Fica pau a pau com os zumbis com cara de papelão do clássico trash NIGHT OF TERRORS a.k.a. BURIAL GROUND do ANDREA BIANCHI! Sem contar a trilha sonora... meu deus (ops!), os cara usaram na maior cara dura o mesmo tema do original, a trilha "Tubular Bells" do MIKE OLDFIELD! Só que se na versão americana ela usada de forma moderada, aqui ela é martelada o tempo inteiro! Chega a ser enjoativo! Há também os diálogos: como quando a mãe fala para o doutor Tugrul: "minha filha não vai querer falar com um médico ou psiquiatra" e o recatado cientista responde forma impassível: "não falarei com ela como médico ou psiquiatra, falarei como um humano" (!!!), ou quando o durante o exorcismo, o velhinho puxa de sua maleta um vidro de... água benta? Não aqui se chama água zemzer (não me perguntem o que é isso!!!). Como disse lá no início SEYTAN, é um filme difícil de achar (jamais foi lançado por aqui). Produto de caça para cinéfilos arrojados... para falar a verdade, por dementes como esse que vos escreve. De qualquer forma é programa obrigatório para trashmaniácos de plantão. Diversão garantida!