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IMMAGINI DI UN CONVENTO

de JOE D'AMATO

(1979)

Puta que pariu, agora fodeu de vez! Com certeza reservei meu lugar no inferno após assistir (e adorar) mais esta pérola do famigerado sr. D'AMATO. Aqui ele continua com sua saga de barbaridades cinematográficas, neste que é considerado um dos mais ousados e apelativos nunsploitation de toda história do cinema! Uma festa para os olhos dos voyeurs-fetichistas-hereges-tarados de plantão, uma autêntica blasfêmia em forma de filme. Bom, só por estes adjetivos IMMAGINI DI UN CONVENTO já valeria uma conferida, não acham?

O filme inicia com a chegada em um covento de Isabela (PAOLA SENATORE que trabalhou numa das obras mais famosas de D'AMATO: EMANUELLE IN AMERICA, 1977, e no clássico "canibal" OS VIVOS SERÃO DEVORADOS (Mangiati Vivi a.k.a. Eaten Alive, 1980) do UMBERTO LENZI), uma nobre que vivia com seu tio, um conde, é mandada para lá justamente para se afastar dele e salvar sua alma (não à toa logo no início vemos, em um flashback, tio e sobrinha em pleno ato sexual). Paralelo a isto as freiras encontram nos arredores do convento um jovem e misterioso peregrino ferido (ANGELO ARQUILLA, que fora este fez apenas mais dois filmes: LE PORNO KILLERS (1980) de ROBERTO MAURI e CALIGULA ET MESSALINE (1981) de BRUNO MATTEI), justamente estas duas personagens serão os principais responsáveis pela desestabilização do convento, sem falar de uma estátua de um Deus pagão que fica no pátio do convento (!!!) pois este foi construido em cima de um templo antigo, sobrando apenas a escultura (!!!), seria tal ser esculpido o próprio diabo?

Embora a história tenha uma origem notável (inspirado no romance do francês Dennis Diderot, um dos expoentes do iluminismo, A RELIGIOSA (La religieuse) lançado originalmente em 1796), a trama se reduz aqui a um fiapo que serve apenas de pretexto para D'AMATO fazer um desfile de depravações. Não falta lesbianismo (incluindo um 69 com, digamos, closes quase ginecológicos, se é que me entendem), masturbação com consolos de madeira (!), muitas cenas de sexo simulado e clima de putaria geral, sem contar a cena mais famosa: a da freira sendo estrupada por dois meliantes, com direito a cena de sexo oral explícita! Mas a melhor sequência para mim com certeza é a do padre exorcista (o francês DONALD O´BRIEN, veterano dos exploitation carcamano) caminhando pelos corredores e benzendo o convento com suas orações, enquanto paralelamente vai mostrando diversas putarias rolando nos quartos, culminando com a cena em que ele encara um corredor com varias freiras levantando seus hábitos com a buceta de fora se oferecendo para o pudico clérigo! Só para não dizerem que não reclamei de nada: há apenas uma pequena cena de açoite, neste ponto esperava mais, mas não da nada... Não interfere na boa impressão que tive do filme. 

A fotografia belissima foi feita pelo próprio D'AMATO, como de praxe além de dirigir era responsável pela fotografia de seus filmes, no qual sempre assinava com seu nome verdadeiro: ARISTIDE MASSACCESI. JOE D'AMATO era "apenas" o mais famoso das dezenas de pseudônimos deste prolifíco italiano que realizou quase duas centenas de obras! Filmando, em seu fim de carreira, vários pornôs direto para o mercado de video, inclusive uns estrelado pelo astro x-rated ROCCO SIFRIED!

Lançado na gringa em DVD duplo com o título de IMAGES IN A CONVENT, que inclui o entre outras coisas o documentário JOE D'AMATO TOTALLY UNCUT. Será que algum dia teremos algo assim por aqui? Acho difícil. De qualquer forma este não é um filme que eu recomendaria para sua mãe ou vó assistir (principalmente se forem católicas, como no meu caso), mas as perversões e blasfêmias aqui contidas garantiram o lugar dele entre os meus filmes favoritos deste cineastas. Politicamentes corretos mantenham distância disto!

JOE D'AMATO é o cara!

 

 



Escrito por blobcrust às 09h24
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TRAGAM-ME A CABEÇA DE ALFREDO GARCIA

(Bring Me the Head of Alfredo Garcia a.k.a. Tráiganme la Cabeza de Alfredo García)

de SAM PECKINPAH

(1974)

Ultimamente tenho visto e revisto uma enxurrada de filmes (sim, ainda estou desempregado), então aqui vai um dos destaques: assisti este filme pela primeira vez na Sessão de Gala quando era apenas um garoto imberbe e devo confessar que, e embora obviamente mutilado pela censura, ele fez um estrago considerável na minha mente. Só agora recentemente, na semana passada para ser mais preciso, pude rever esta maravilha, e na versão uncut (ou quase isso, falarei disso mais tarde). Junto com MEU ÓDIO SERA MINHA HERANÇA (The wild Bunch, 1969) e SOB O DOMÍNIO DO MEDO (Straw Dogs, 1971) formam para mim a trinca de ouro da carreira do velho SAM PECKINPAH (1925-1984), só por eles já bastaria para ser um dos meus cineastas favoritos, embora tenha feito outros filmes bacanas...

Passando por uma fase difícil da sua vida o velho SAM, que estava afundado na bebida e nas drogas, fora as constantes brigas com meio mundo de Hollywood, vinha de um fracasso, o seu western PAT GARRET & BILLY THE KID, feito no ano anterior. Magoado vai para os cafundós do México rodar, com um pequeno orçamento e um roteiro escrito do próprio punho, esta obra autoral, uma fábula mórbida que foi repudiado na época pelo sadismo, mas considerado um cult hoje em dia.A trama é simples como um soco no estômago: numa fazenda, o "coroné" local, aqui chamado apenas como El Jefe (EMILIO FERNÁNDEZ, que também trabalhou em The Wild Bunch e Pat Garret...),interroga a filha grávida para descobrir qual o desgraçado que embarrigou sua menina. A garota confessa, sem antes os capangas do pai lhe quebrarem um braço (numa cena off-screen), que o responsável é o tal Alfredo Garcia, pelo jeito um tipo galã local, o poderoso latifundiário fica puto e oferece um milhão de dólares para quem lhe trazer a cabeça do infeliz. A caçada começa.

É em meio a esta busca desenfreada que dois tipos vilanescos (ROBERT WEBBER e GIG YOUNG) encontram num boteco fulero Benny (WARREN OATES, excelente num dos seus raros papéis como protagonista), um pianista norte-americano, alcoólatra e decadente, que ganha a vida por trocados, tocando em espeluncas mexicanas (seria alguma auto referência?). Fazem a oferta de dez mil dólares para o músico gringo achar o tal Alfredo, uma oferta que enche os olhos do pobre diabo (mesmo que pequena em relação ao montante). O problema é que o tipo já está morto e enterrado, em decorrência de um acidente de carro, num vilarejo longe. Resta a Benny juntar uns trapos, comprar um facão e levar sua namorada prostituta Elita (ISELA VEGA, juro que não me lembrava de ter visto tantas vezes os seios dela na versão da tv quanto aqui). Mal sabem eles que seguirão um caminho direto para o inferno.

Seguidos de perto pelos próprios bandidos que o contrataram, o casal acaba passando por uns comtratempos, como quando enfrentam uma dupla de motoqueiros (sendo um o ator e cantor country KRIS KRISTOFFERSON, amigo pessoal de PECKINPAH no qual trabalhou como Billy the Kid no filme anterior) que violentam Elita, e acabam mortos por Benny. Chegando ao cemitério é quando os problemas realmente começam...Com a cabeça decapitada, e guardada num saco Benny terá que enfretar obstáculos, enquanto leva seu souvenir macabro, seu símbolo de libertação.

  

É interessante notar que toda as esperanças do protagonista vão se decompondo junto com a cabeça que carrega (ATENÇÃO MOMENTO SPOILER: embora odeie spoilers acho que devo avisar, em consideração aos goremaníacos, que a tal cabeça NÃO aparece explicitamente no filme! Apenas alguns detalhes. FIM DO SPOILER), num clima de western moderno, tudo mostrado pela ótica de um México castigado pelo calor escaldante e pela miséria social. Não esperem aqui um ritmo frenético e câmera destrambelhada, com correrias a toda hora, aqui como os outros filmes de  PECKINPAH, se desenvolve de forma lenta, mas firme, dando mais ênfase aos seus personagens miseráveis, a tão badalada violência do velho SAM, surgem em momentos de pura catarse. Puro cinema de culhões.

PECKINPAH, conhecido como o "poeta da violência" graças a criação das famosas cenas de mortes em câmera lenta, e que é imitado até hoje, começou na tv nos anos 50 como roterista, diretor e ator só indo dirigir no cinema nos anos 60. As reflexões morais de seus faroestes o aproximavam mais ao então emergente spagghetti-western, do que os modelos clássicos de seu país. Brigão notório ele morreu afirmando que não gostava de nenhum de seus filmes, que foram todos estragados pelos produtores, não raro ele era demitido antes do corte final da montagem! Este caso também deve se aplicar aqui. Embora a cópia que vi semana passada seja considerada uncut (com 112 minutos), o ideal seria um director´s cut. De qualquer forma TRAGAM-ME... é um filmaço poderoso, que vale a pena ver e rever.

WARREN OATES com a encomenda...

 

 

 

      

 

 



Escrito por blobcrust às 11h38
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