Da esquerda para a direita: Templeton "cara-de-pau" Peck (BRADLEY COOPER), B.A. Baracus (QUINTON JACKSON), Murdock (SHARLTO COPLEY) e John "Hannibal" Smith (LIAM NEESON). A direção será de JOE CARNAHANE e no elenco teremos ainda JESSICA BIEL interpretando a repórter Amy Allen, que na série antiga era feita por MELINDA CULEA.
Outro remake em vista: parece que a rede de tv norte-americana CBS pretende fazer uma nova série em cima do clássico HAWAII 5.0. Outra coisa que tenho minhas dúvidas se vai dar certo... De qualquer forma só o tempo dirá!
Agora para relembrar, ou até para aqueles que nunca viram a tal série, eis aqui a vinheta de abertura, bacana e estilosa, com sua clássica trilha sonora:
Antes de mais nada, uma pequena historinha: imagine você que com a revolução cultural que ouve em fins dos anos 60, com os hippies, os ideais comunistas explodindo em todos os cantos, as pessoas procurando "religiões" alternativas, etc. etc. etc. É óbvio que a toda poderosa igreja católica estava puta com tudo isso, pois via seus poderes sendo minados por todos os lados nos corações de seus devotos. Eis que num golpe ardiloso, e algo desesperado, os fiéis seguidores do papa resolvem se unir por baixo dos panos com inescrupolosos engravatados de Hollywood, estes sempre ávidos por dólares (não muito diferente da turminha do vaticano, certo?), qual a intenção dessa união nefasta? Produzir um filme de horror que não só realmente deixasse o público cagado de medo, mas que traria como o terrivel vilão ninguem menos que o grande arqui-inimigo do cristianismo: o gramunhão em pessoa! Aonde as pessoas só seriam salvas se seguissem a risca os preceitos e respeitassem os dogmas da igreja.essa sim a grande moral embutida em tal obra, no afã de recapturar seu rebanho apavorado. Bem, o resultado de tudo isso todo mundo já sabe: O EXORCISTA (The Exorcist), dirigido com a mão-de-ferro de WILLIAM FRIEDKIN e inspirado no livro de WILLIAM PETER BLATTY baseado num aterrorizante (e suposto) caso real. Lançado em 1973, o filme lota cinemas e vira um clássico instantâneo. A fé cristã está salva! Até que... no ano seguinte, um grupo de inescrupolos produtores de um país pagão resolve fazer na corrida um filme que copiasse a obra americana (quase um remake de cena por cena!!!) para capitalizar em cima dos santos ideais católicos! Quanta ironia! Claro que estou me referindo ao lendário, muito comentado e pouco visto: SEYTAN, a cópia turca do EXORCISTA, chegando ao cúmulo de ser apelidado por uns até como TURKSORCISTA (!!!). Como todos sabem os turcos, assim como os indianos e os italianos, são notórios picaretas que derãm ao mundo coisas como as versões made in Turkey de STAR WARS, E.T., STAR TREK, entre outros... ou seja, grandes monumentos ao mundo da sétima arte. Claro que sem pagar um centavo de copyrights (o que é isso mesmo?).
Chegar a ser um eufemismo chamar isso aqui de plágio! Eles praticamente refilmaram todo a obra de FRIEDKIN, com o diferencial que aqui se deixa de lado as referências católicas (para quem não sabe na Turquia a maioria é mulçumana), e claro, a falta de talento, o orçamento minúsculo e a cara-de-pau geral! Portanto se trata de um xerox de bazar de esquina dos mais vagabundos!!! O mais incrível de tudo é que a própria versão americana saiu por lá com o título de SEYTAN!!! O que deve ter acarretado uma confusão dos diabos! O filme começa igualzinho ao outro, com o equivalente ao velho padre Merrin (interpretado por AGAH HÜN esse é o nome da versão turca do MAX VON SYDOW!!! Com um visual que lembra menos um padre e mais um Amish!) numa escavação, aonde vemos além dele três figurantes com os rostos cobertos em buracos de areias em meios a esqueletos de araque. Logo ele encontrará um amuleto misterioso com uma horrenda carranca. O velho então, sabe-se lá o porque, se afasta do grupo e encontra no meio do deserto uma estátua com a mesma carranca do amuleto! Aliás, um bicho tão feio quanto esses bonecos de carro alegórico que há no carnaval! Corta a cena e logo estamos em Washington... quero dizer, Istambul! Aonde uma bela loira divorciada (MERAL TAYGUN, mais bonita que a ELLEN BURSTYN do original) vive com sua filha pré-adolescente (a LINDA BLAIR turca se chama CANAN PERVER, não sei porque mas acho esse nome bem engraçado!). A mãe namora um psiquiatra, o dr. Ekrem (EKREM GÖKKAYA), enquanto a filha segue a rotina de uma garota normal de sua idade: estuda, faz balé e nas horas vagas brinca com um tabuleiro de ouija! Logo pressentimos a presença do tinhoso na casa delas: a mãe é atormentada por barulhos noturnos (que mais parecem o ruído de descarga numa privada entupida!). Mas as manifestações na garotinha, que atende pelo singelo nome de Gül, começam mesmo na festa de aniversário da mesma, quando ela mija nas calças, ou melhor no vestido, na frente dos convidados (igualzinho a matriz americana), daí para frente a coisa só piora. E a mãe desconfia que as coisas estão no fundo do poço quando suspeita que sua filha tenha matado seu namorado psiquiatra! Nisso entra em cena um outro doutor, Tugrul Bilge (CIHAN ÜNAL, que vontade fazer um trocadilho com esse sobrenome!), que tinha escrito um livro sobre satanismo (chamado Seytan, e que inexplicavelmente, a mãe tinha achado uma cópia perdida no sótão de sua casa!!!). abalado pela recente perda da mãe, que morreu num asilo, ele tera que juntar forças para o combate contra as foças do mal (para quem ainda não percebeu: esse personagem é o substituto do padre Karras (JASON MILLER) da versão americana. É óbvio que ele não tem cacife para tal empreitada, então apela para um velho exorcista (o tal cara de Amish lá do começo do filme).
Tá na cara que enquanto o original é um clássico absoluto do horror (pelo menos minha mãe ainda se borra toda quando revê ele), feito com talento e competência, este é uma verdadeira comédia involuntária (tanto que consegue ser mais divertdo que a medíocre paródia A REPOSSUIDA, aquele com a LINDA BLAIR e o LESLIE NIELSEN!). Não falta aqui as contorções de cabeça, a famosa cena de auto flagelação com a cruz (aqui substituído pelo amuleto com a cara do gramunhão!!!), os vômitos multicoloridos, as levitações, mas tudo com efeitos dignos de CHAPOLIM! Como não rir, por exemplo, quando a filha fica pulando em cima da cama, e a mãe pula em cima dela, quando vê as duas ficam para cima e para baixo como se estivessem numa cama elástica! Outra coisa é a maquiagem... Uma das coisas mais hilariantemente medonha que já vi! Fica pau a pau com os zumbis com cara de papelão do clássico trash NIGHT OF TERRORS a.k.a. BURIAL GROUND do ANDREA BIANCHI! Sem contar a trilha sonora... meu deus (ops!), os cara usaram na maior cara dura o mesmo tema do original, a trilha "Tubular Bells" do MIKE OLDFIELD! Só que se na versão americana ela usada de forma moderada, aqui ela é martelada o tempo inteiro! Chega a ser enjoativo! Há também os diálogos: como quando a mãe fala para o doutor Tugrul: "minha filha não vai querer falar com um médico ou psiquiatra" e o recatado cientista responde forma impassível: "não falarei com ela como médico ou psiquiatra, falarei como um humano" (!!!), ou quando o durante o exorcismo, o velhinho puxa de sua maleta um vidro de... água benta? Não aqui se chama água zemzer (não me perguntem o que é isso!!!). Como disse lá no início SEYTAN, é um filme difícil de achar (jamais foi lançado por aqui). Produto de caça para cinéfilos arrojados... para falar a verdade, por dementes como esse que vos escreve. De qualquer forma é programa obrigatório para trashmaniácos de plantão. Diversão garantida!