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Blog do Blob


VENCEDORES DO VII FANTASPOA:

 

Curtas (Juri Oficial)
Live-Action Nacional: Ninjas, de Dennisson Ramalho
Animação Nacional: Meu Medo, de Murilo Hauser
Live-Action Internacional: A Maré, de Sylvia Guillet
Animação Internacional: Bobby Yeah, de Robert Morgan

Competição de filmes de ação: Mandrill, Ernesto Diaz Espinoza

Animação: Technotise, de Aleksa Gajic

Mostra Latino-Americana:
Melhor Filme: Malditos Sejam, de Fabián Forte e Demian Rugna
Melhor Diretor: Pablo Ilanes, de Baby Shower
Menções Honrosas:
Qualidade artística: Estigmas
Revelação: O Sanatório

Competição Internacional:
Efeitos Especiais: O Sepulcro
Melhor Atriz: Angela Bettis, por Autômatos e Todos os Meus Amigos são Cantores de Funeral
Melhor Ator: Christian Berkel, por O Último Empregado
Roteiro: Uma Noite Escura e Tempestuosa, de Larry Blamire
Melhor Direção: Victor Nieuwenhuijs, Maartje Seyferth, por Carne
Melhor Filme: Vermelho, Branco e Azul, dirigido por Simon Rumley

Menções Honrosas:
Contribuição Artística: Stefano Bessoni, Krokodyle
Banho de Sangue: Ubaldo Terzani Horror Show
Rainha do Grito: Natasha Lyonne, Tudo Sobre a Maldade



Escrito por Blob às 14h54
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MINHAS RÁPIDAS IMPRESSÕES SOBRE O FANTASPOA 2011 CAPÍTULO FINAL

Bom, continuando com o resumo da minha saga pelo Festival. Passado o fim de semana com estréias nacionais (aonde só vi o filme do GUERRA mesmo) e da retrospectiva do clã BAVA. Vamos agora percorrer o resto dos filmes:

UMA NOITE ESCURA E TEMPESTUOSA (Darky and Stormy Night, 2009) de LARRY BLAMIRE - Paródia aos velhos filmes de horror e mistério dos anos 30/40. Numa mansão lúgubre em uma noite tempestuosa, alguns personagens se reunem para a leitura do testamento de um milionário, quando um por um vão sendo misteriosamente assassinados. Cinéfilo de merda que sou, não conhecia o trabalho desse diretor (que também participa como ator em um dos personagens mais engraçados), mas já me informaram que ele basicamente trabalha apenas com essas comédias retrôs. A impressão que dá é que o cara deve ter ficado anos assistindo apenas esses tipos de filmes! Ele mostra desenvoltura não só na tiração de sarro dos velhos clichês do gênero (sem contar a própria trama que lembra baluartes como THE CAT AND THE CANARY e OLD DARK HOUSE), como o próprio tipo de humor e diálogos são tipícos de comédias da época. Um feeling realmente notável. A fotografia é, obviamente ,em P&B. E para os entendidos, não falta nem uma rápida brincadeira com LOVECRAFT. LARRY BLAMIRE, um cara que tenho que correr atrás de outros trabalhos...


CHÁ DE BEBÊ (Baby Shower, 2011) de PABLO ILLANES - Ótima surpresa vindo do Chile. Ángela (INGRID INSENSEE) está grávida de gêmeos, mas passa sua gestação numa casa isolada aos cuidados de um grupo de hippies. Num fim de semana, ela reune três amigas com pretexto de curtirem uns dias, quando na verdade a protagonista quer saber qual delas viajará com o pai de seus filhos para Bahamas. Além dessa saia justa, a mulherada terá que confrontar a fúria sanguinária dos hippies malucos à la Família Manson!! Indo de referências do slasher ao torture porn, passando pelo exploitation setentista, BABY SHOWER se revela então mais tenso e violento do que eu previa (com direito até a uma rápida castração on-screen!!!). Realmente muito bacana. A sessão era para ser comentada, mas o diretor não pode comparecer, uma pena realmente.

UM SUSURRO NAS TREVAS (The Whisperer in darkness, 2011) de SEAN BRANNEY - Mais uma produção em P&B e com estética retrô. Desta vez uma adaptação do conto de H. P. LOVECRAFT, que como se sabe, nunca é uma tarefa fácil. O professor Albert Wilmarth (STEPHEN BLACKHEART) da Universidade Miskatonic, vai até as florestas de vermont investigar evidências de estranhas criaturas que andam por lá. Acaba encontrando um estranho culto que pretende trazer criaturas de outro mundo para dominar o nosso. Como adaptação ele até tenta se manter mais fiel do que as doideiras de STUART GORDON, por exemplo, o que é uma boa intenção (que como todos sabem o inferno está cheio) pena o resultado se mostrar um tanto monótono, e o final derrapa feio na maionese. Enfim um filme apenas regular.

SUOR FRIO (Sudor Frio, 2010) de ADRIÁN GARCIA BOGLIANO - Como se tornou praxe aqui no Fantaspoa, não podia faltar a nova traquinagem da produtora Argentina PAURA FLICS (eles prometem para esse ano ainda a produção PENUMBRA, que provavelmente passara na edição do ano que vem). É uma espécie de HOSTEL castelhano. Um jovem (FACUNDO ESPINOSA) procura sua namorada que sumiu, com a ajuda de uma amiga (MARINA GLEZER) eles param numa antiga casa, que seria moradia de um suposto amigo virtual da moça desaparecida, o que acabam encontrando lá são dois velhos psicopatas, ex-torturadores da ditadura argentina, que se deliciam em torturar garotas catadas pela internet. O filme trata de temas curiosos, tanto históricos, ao mexer com as feridas ainda abertas dos anos de chumbo de argentinos, quanto atuais, como as armadilhas que podem gerar das amizades superficiais geradas pela internet. Destaque pelo modus operandis dos velhos sádicos que utilizam nitroglecerina em suas "brincadeiras"!!! Há ainda umas tiradas bem humoradas em meio a violência toda, como uma piada bem sacada com o Facebook e a intervenção dos vizinhos junkies que acabam virando heróis. Não escondo minha simpatia pelo pessoal da PAURA, que faz cinema de gênero com pouco orçamento e muita paixão. Los hermanos estão de parabéns! A sessão comentada foi bacana, embora tenha a lamentar apenas o fato de que os EUA já teriam comprado o direito da obra para um remake. Merda.

LITTLE DEATHS (2011) de SEAN HOGAN, ANDREW PARKINSON e SIMON RUMLEY - Primeira sessão surpresa deste ano, e deixo aqui registrado: primeira sessão surpresa de todos os Fantaspoas em que realmente gostei! são três segmentos (ou três curtas, como quiser) comandados por diretores distintos. No primeiro temos um casal que se passa por religiosos para cooptar moradoras de rua, apenas para aprisoná-las e usá-las e suas brincadeiras sexuais, até que eles pegam uma que lhes reserva uma tenebrosa surpresa. No segundo temos uma criatura que é mantida presa em aparelhos, e alimentado com corações humanos batidos em lum iquidificador (!!!) e que possui um pênis enorme, cujo o sêmen é utilizado para a fabricação de uma nova droga. Uma prostituta é usada como cobaia deste produto, mas acaba tendo como efeito colateral uma ligação sensorial com a estranha criatura e com as vítimas cujo os corações foram extraídos. No segmento derradeiro temos um casal formado por uma garota com fobia por cães e seu namorado submisso. Mas nem tudo é tão consensual quanto julga a moça, a dor e o rancor armazenado do rapaz explodirá num final violento. A primeira história se vale da reviravolta inesperada no final, a segunda é mais fraca de todas: mal desenvolvida e mal acabada, resultado truncado e comprometedor. Mas a cereja do bolo é a última: com uma direção classuda, temos personagens e situações bem desenvolvidas em que é difícil  não se envolver com os personagens, trilha e visual bem sacados, gostei também da forma como o diretor trabalha com a questão do off e do on-screen. Fiquei mais fascinado ainda com a sessão comentada por esse diretor, SIMON RULEY. O interessante que um dia antes tinha passado o longa dele: VERMELHO, BRANCO E AZUL, e como perdi, e  com o reforço da dica da LAURA CANEPÁ e LEANDRO CARAÇA, decidi que a próxima exibição do filme (que seria no dia seguinte) não poderia ser perdida por esse humilde escriba. Falarei dele mais adiante, seguirei minha ordem cronológica.

TUDO SOBRE A MALDADE (All About Evil, 2010) de JOSHUA GRANNELL - Herdeira de um cinema decadente e fanática por filmes de terror (NATASHA LYONNE) acaba matando a mãe diante das câmeras de segurança, que acidentalmente acaba passando no projetor do cinema (!!), diante da aprovação do público que pensa ser aquilo uma encenação, ela tem a idéia de criar pequenos filmes em que assassina pessoas e assim acaba virando sensação! Legítimo caso de um filme feito por apaixonados pelo cinema de horror e para apaixonados pelo cinema de horror!! Com uma tonelada de refêrencias, principalmente aos exploitations americanos que fervilhavam nos drive-ins, eis uma honesta e divertidíssima obra que supera muitos hypes retrôs que há por aí. De BETTE DAVIS à HERSCHELL GORDON LEWIS, há tanta coisa que os escolados em cinema tranqueira se divertirão mais que o público leigo, sem dúvida. Destaque para a participação da dupla de irmãs gêmeas psicopatas que acabam auxiliando a protagonista na produção de seus snuffs, e claro, da lendária CASSANDRA PETERSEN (a ELVIRA, seu tosco!!), que inclusive acaba fazendo piada consigo mesma. A sessão comentada com o diretor e um dos produtores foi divertodíssima, e os caras ficaram tão empolgados com a platéia que até repitiram a dose de comentários na outra exibição (coisa que não estava no gibi). Enfim, um ótimo filme!!


VERMELHO, BRANCO E AZUL (Red White & Blue, 2010) de SIMON RUMLEY - Empolgado pelo ótimo segmento de LITTLE DEATHS, lá fui eu conferir esse longa de SIMON RUMLEY. O filme gira em torno da personagem Erica (AMANDA FULLER) uma garota de comportamento liberal que ganha a afeição de um vizinho anti-social chamado Nate (NOAH TAYLOR), um veterano da guerra do Iraque, ao mesmo tempo em que cruza em seu caminho o roqueiro Frank (MARC SENTER), rapaz com quem teve uma noite de sexo, e que lhe tará consequências trágicas. OAssim como no segmento de LITTLE DEATHS este filme se desenvolve como um drama, mas que explodirá em violência no final. Ao término da sessão achei algumas similariedades com TAXI DRIVER: temos aqui o veterano de guerra que cria uma afeição por uma moça promíscua, com quem não tem nenhum relacionamento carnal, e por causa dela acaba criando um banho de sangue. Embora eu aponte essas semelhanças, isso não diminui em nada esta obra, que tem força e personalidade própria. mais uma vez RUMLEY mostra que sabe criar e desenvolver seus personagens marginalizados com que mostra uma simpatia indisfarçável (o que me lembra também a obra de BUKOWSKI) fugindo de qualquer esteriótipo e maniqueísmo, é dificíl não se deixar levar por qualquer um deles, da vítima ao carrasco. SIMON RULEY um talento que merece minha atenção desde já. O meu filme preferido deste Fantaspoa (e dos jurados também, hehehe).

YELLOWBRICKROAD (2010) de JESSE HOLLAND e ANDY MITTON - Depois do melhor veio o pior. Essa história sobre um grupo de pesquisadores que vão explorar uma trilha cheia de lendas aonde morreu mais de 300 pessoas décadas atrás, e aonde os próprios exploradores vão aos poucos enlouquecendo e matando uns aos outros é um porre! Apesar da referência ao MÁGICO DE OZ no título, na verdade, embora não siga o batido caminho do mockumentary (graças a deus!) é um sub-BRUXA DE BLAIR (se não gosto do original o que dizer disso?). Chato e  penoso. Foi mais torturante pra mim seguir até o final do filme. O pior filme que vi no festival.

O LEGADO VALDEMAR II: A HERANÇA PROIBIDA (La Herencia valdemar II: La sombra Prohibida,2010) de JOSÉ LUIS ALEMÁN - Bom, não vi o primeiro, que dizem ser melhor (ou seja, já comecei mal). Aqui temos a heroina (SILVIA ABASCAL) que estava desaparecida e acaba juntando forças com o detetive Tremel (ÓSCAR JAENADA) para impedir que uma seita traga seres de outro mundo que dominarão o nosso (hmm, já vi isso antes...). Na verdade este é o legítimo flamenco do espanhol doido. Não falta num flashback o  encontro do personagem de PAUL NASCHY, em participação póstuma (!!!), com H. P. LOVECRAFT (!!!!), aqui interpretado pelo espanhol LUIS ZAHERA. No final temos até um Cthulhu de CGI com barriga de chopp. É aquilo: se não levar a sério poderá até se divertir.

TERRÁQUEOS (Earthling, 2010) de CLAY LIFORD - Taí um filme que nem sei se gostei ou não, para falar a verdade nem sei se entendi! Um meteorito cheio de espinhos (que mais parece uma mamona intergalática!) passa perto de uma nave. Logo alguns habitantes da terra aparecem com deformidades (leia-se caroços suspeitos na testa), estes descobrem que não são humanos, mas aliens perambulando por aqui como terráqueos. Bem acho que é por aí. Não achei a merda que alguns apontam, mesmo porque um filme que tenha uma mamona espacial, gente com chifres, lesbianismo, incesto e pedofilia, não tem como me dar sono, apesar de tudo um tanto confuso. Acho que tenho saco até para uma revisão. Quem sabe daqui alguns anos?

LA SONÁMBULA (1998) de FERNANDO SPINER - Outra boa sessão surpresa! Apesar de ser de 1998, essa ficção argentina estava inédita no nosso Brasil varonil. A trama se passa no ano de 2010 (!!) num mundo totalitário em que o governo infiltra agentes no meio do povo, em busca de pessoas "infectadas" e tentar caçar um lider rebelde. Um agente (EUSEBIO PONCELA) acaba se apaixonando pela suposta mulher do mártir insurrecto (SOFÍA VIROBOFF). Com uma gama de refêrencias que vão de METROPOLIS e o BRAZIL de GILLIAM, até a literaura fantástica da Argentina (BORGES, CORTÁZAR). Mesclando P&B e cores, sonho e realidade, ficção científica e surrealismo. Com um desenvolvimento lento para as platéias chatas de hoje, e algumas imagens belíssimas. Realmente uma boa opção. destaque para a sessão comentada com o diretor que foi bem bacana e elucidativa.

Bem, foi isso. Para variar deixei alguns filmes pelo caminho, mas isso é natural em vista do tamanho do evento. Deixo aqui meus parabéns aos organizadores e um abraço a todos os meus amigos que estiveram presentes (a lista é grande, o espaço tá curto e não quero cometer a injustiça de esquecer alguém, vocês sabem quem são). Deixo um forte e especial abraço para a grande ALANA PHIBES, que me aturou o festival inteiro!!! Beijão querida! Ano que vem tem mais!    


     



Escrito por Blob às 10h47
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MINHAS RÁPIDAS IMPRESSÕES SOBRE O FANTASPOA 2011 PARTE 1

Depois de um tempo em recesso com este famigerado blog, eis-me aqui na ingrata tarefa de tentar passar a limpo as duas semanas do festival. Para variar sempre acabo perdendo algumas sessões, o que é completamente normal (duvido que alguém consiga assistir todos os filmes que tenha planejado antecipadamente), mesmo assim foi a edição que mais vi filmes!!! Bom, vou fazer um rápido resumo dos filmes que vi. O mais curto, grosso e estúpido possível. Como diria o filósofo JOEY RAMONE: hey ho, let's go!


ENTREI EM PÂNICO AO SABER O QUE VOCÊS FIZERAM NA SEXTA-FEIRA 13 DO VERÃO PASSADO 2 - A HORA DA  VOLTA DA VINGANÇA DOS JOGOS MORTAIS DE HALLOWEEN (2011) de FELIPE M. GUERRA - Depois de perder espetacularmente as sessões de A NOITE DO CHUPACABRAS do RODRIGO ARAGÃO, PÓLVORA NEGRA do KAPEL FURMAN, e o curta NINJAS do DENNISON RAMALHO, essa foi minha primeira sessão no festival (!!). Nessa continuação do original de 2001 o diretor continua na sua saga de paródias aos slashers, com o acréscimo ambicioso de fazer o exemplar mais gaudério do subgênero! destaque para a inusitada cena de morte com erva-mate, água fervendo e uma bomba de chimarrão (só vendo para crer) e a "versão gaúcha" de FELIZ ANIVERSÁRIO PARA MIM. Os personegens do primeiro filme retornam aqui para enfrentar uma nova onda de assassinatos que assolam o pacato interior do Rio Grande do Sul. Seria o mesmo psicopata da obra anterior ou um imitador? FELIPE GUERRA mostra-se afiado no timming, tanto das piadas quanto do tempo de projeção. Repleto de refêrencias ao cinema de horror, curiosamente a mais divertida e infame acaba sendo uma citação OFF-TOPIC: a de O GUARDA-COSTAS (sim, a bomba com o KEVIN COSTNER!!). A sessão comentada também foi divertida com a participação da dona OLDINA, a vó do diretor que tem uma participação interessante no filme. Uma beleza de sessão.

PERIGO: DIABOLIK (Danger: Diabolik, 1968) de MARIO BAVA - Aqui começa a retrospectiva do Bava pai e do Bavinha, com o qual acabei me ocupando completamente enquanto durou. Lendária versão para o cinema dos quadrinhos. Diabolik (JOHN PHILLIP LAW) é um super criminoso que com a ajuda de sua namorada, a extonteante Eva (MARISA MELL), coloca a polícia e o governo em polvorosa. Uma explosão de cores e psicodelia que engrandece numa revisão na tela grande. Sem contar a participação de caras conhecidas do cinema europeu da época como MIMICHEL PICCOLI, ADOLFO CELI e TERRY- THOMAS.


MATA, BEBÊ, MATA! (Kill, Baby, Kill! a.k.a. Operazione Paura, 1966) de MARIO BAVA - Obra-prima gótica que acabou influenciando gente como TIM BURTON, SCORCESE, FELLINI e LYNCH. A trama do fantasma de uma garotinha que acaba levando terror aos aldeões de um vilarejo remoto é carregado de clima e atmosfera. Sem muito o que comentar, eis um tesouro que fica obviamente melhor na telona!

WHIP AND THE BODY (La frusta e il Corpo, 1963) de MARIO BAVA - Outra obra-prima que dispensa maiores comentários e que me encheu de alegria em rever na telona. CHRISTOPHER LEE mais filha-da-puta do que nunca como o sádico nobre que insiste num caso doentio com sua antiga amada (a bela DALILAH LAVI), agora esposa de seu irmão (TONY KENDALL), ele acaba não dando descanso para moça mesmo depois de morto! Chibatadas do além-tumulo! Típica história gótica de fantasmas com tempero sadomasô. Destaque absoluto para a maravilhosa fotografia e os enquadramentos que fazem de cada cena uma autêntica pintura!

A MÁSCARA DO DEMÔNIO (La Maschera del Demonio, 1961) de MARIO BAVA - Para encerrar o primeiro dia (sim, foram quatro BAVAS no osso, sem descanso!), a estréia oficial do mestre nessa clássica versão do conto VIY de GOGOL. Marco do cinema italiano e clássico absoluto do horror mundial, foi delicioso ver BARBARA STEELE na telona como a maquiavélica Asa que retorna do mundo dos mortos para infernizar a vida de seus descendentes. Essa última sessão ganhou comentários de LAMBERTO que comentou sobre seu pai, e entre outras coisas, negou que tenha participado das filmagens de CANNIBAL HOLOCAUST, apesar de ter sido creditado como assistente de direção (o que acabou me dando uma idéia infame, mas falarei disso mais adiante). Depois teve a tradicional sessão de autógrafos, coisa e tal. E assim terminou o primeiro dia da retrospectiva BAVA. Um dia realmente maravilhoso!

LISA E O DEMÔNIO (Lisa and the Devil, 1974) de MARIO BAVA - Delirante viagem onírica da personagem título (interpretada pela bela ELKE SOMMER) a uma mansão e uma familía muito esquisita. destaque para TELLY SAVALLAS e seu indefectível pirulito (!!!). BAVA brincando de BUÑUEL! Sem dúvida sua obra mais surrealista. Mais uma vez chovendo no molhado: GENIAL!

BANHO DE SANGUE (Reazone a Catena a.k.a. Bay of Blood, 1971) de MARIO BAVA - O precursor dos slashers. Uma série de assassinatos em volta de uma baía, numa trama movida por cobiça. A própria série SEXTA-FEIRA 13 acabou sugando alguns elementos daqui. Simplesmente essencial para os fãs do cinema de gênero.


CÃES RAIVOSOS (Cani Arrabbiati a.k.a. Rabid Dogs a.k.a. Kidnapped) de MARIO BAVA - Um dos meus Bavas prediletos. Essa é a famigerada versão do LAMBERTO, com pequenas modificações e alguns enxertos. Polêmicas à parte, achei que não estragou o resultado final, o filme continua tenso e fodástico! A história dos três assaltantes que tomam um carro com reféns destilou tensão no cinema, numa aula de claustrofobia, e o final inesperado  acho que funcionou para aqueles que ainda não tinham visto essa obra de arte. Os comentários depois foram ótimos. Uma das melhores sessões do Fantaspoa desse ano em que estive sem dúvida!

ASSASSINO DA MEIA-NOITE (Morirai a Mezzanotte, 1986) de LAMBERTO BAVA - Terminada o ciclo do BAVA pai, comecei o do BAVA filho com esse Giallo/ Slasher que eu tinha visto um tempo atrás. Não é que o filme melhorou numa revisão na telona? Filme vagabundo que acabou me divertindo mais do que eu esperava!! Cheio de clichês e alguns absurdos, foi um bom passatempo. Depois minha intenção era emendar com outro Giallo do bavinha: UMA LÂMINA NA ESCURIDÃO, mas como acabei num bar bebendo cachaça e chopp, acabei perdendo essa sessão!

PRESSÁGIO (Presagi, 2010) de LAMBERTO BAVA - Giallo feito para a tv italiana sobre uma moça (paranormal ANDREA OSVART) cujo os sonhos pode levar a desvendar um mistério sobre uma garotinha desaparecida. Filmezinho ruim que pode até divertir, se você der um desconto e várias parcelas como eu fiz. Há quem aproveitou para tirar um cochilo na sessão. Sem contar a inevitável sensação de plágio de DON'T LOOK NOW (1973) do NICOLAS ROEG, fato obviamente negado pelo nosso simpático picareta italiano.

O QUEBRA-CABEÇA (Body Puzzle, 1992) de LAMBERTO BAVA - Mais um slasher ruinzinho do bavinha. Filme que vai aos trancos e barrancos sobre um serial killer que ronda uma bela viúva (JOANNA PACULA). O final ainda tem a audácia de dar uma surpresa completamente inverossímil. Ou seja, desligue o cérebro e divirta-se.


DEMONS - OS FILHOS DAS TREVAS (Dèmoni, 1985) de LAMBERTO BAVA - Encerrando o ciclo do clã BAVA esse clássico da bagaceira oitentista! Não há muito o que comentar, quem ainda não viu não sabe o que está perdendo! A sessão foi maravilhosa, me senti transportado para os anos 80, com o público se divertindo a beça com todo o gore e bobagens que tem direito! Depois teve a tradicional sessão comentada e a última sessão de autógrafos do LAMBERTO. Como brincadeira final levei o meu DVD do CANNIBAL HOLOCAUST para o homem autografar!! Apesar de renegar o trabalho ele levou na esportiva! Hehehe.

Bom, vou ficar por aqui, amanhã comentarei o resto...

   

         



Escrito por Blob às 14h06
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