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Blog do Blob


Bom, em ritmo de halloween resolvi fazer uma pequena listinha com alguns filmes que podem te alegrar durante essa data. Como toda a lista é subjetiva, fica óbvia que ela não tem a pretensão de ser definitiva, aliás ela é completamente despretensiosa (e não repetir títulos da lista que fiz em 2009: http://blogdoblob.zip.net/arch2009-10-25_2009-10-31.html). Vamos lá então:

13 FILMES PARA VER NO HALLOWEEN:

A VELHA CASA ASSOMBRADA (The Old Dark House, 1932) - JAMES WHALE

 

 

O VAMPIRO DA NOITE (Horror of Dracula, 1958) - TERENCE FISHER

 

 

 

A MANSÃO DO TERROR (Pit and the Pendulum, 1961) - ROGER CORMAN

 

L'ORRIBILE SECRETO DEL DR. HITCHCOCK (1962) - RICCARDO FREDA

 

 

NIGHT OF THE EAGLE a.k.a. BURN, WITCH, BURN! (1962) - SIDNEY HAYERS

 

DANÇA MACABRA (Danza Macabra a.k.a. Castle of Blood, 1964) - ANTONIO MARGHERITI

 

KILL BABY, KILL a.k.a. OPERAZIONE PAURA (1966) - MARIO BAVA

 

O GATO PRETO (Yabu no Naka no Kuroneko, 1968) - KANETO SHINDO

 

HASTA EL VIENTO TIENE MIEDO (1968) - CARLOS EDUARDO TABOADA

 

LA NOCHE DEL TERROR CIEGO a.k.a. TOMBS OF THE BLIND DEAD (1972) AMANDO DE OSSORIO

 

LA NOTTE DEI DIAVOLI a.k.a. NIGHT OF THE DEVILS (1972) - GIORGIO FERRONI

 

EL PANTANO DE LOS CUERVOS a.k.a. THE SWAMP OF THE RAVENS (1974) - MANUEL CAÑO

 

A REENCARNAÇÃO DO SEXO (1982) - LUIZ CASTELLINI



Escrito por Blob às 21h37
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MANIAC

a.k.a.

SEX MANIAC

(1934)

de DWAIN ESPER

Parem as máquinas! Faz tempo que eu não via algo tão insano! É tanta mediocridade, cretinice e loucura condensadas em 51 minutos (sim, não tem nem uma hora, o que é uma qualidade! Talvez a única) que nem sei por onde começar! Se você nunca viu MANIAC, ou nem mesmo ouviu falar, com certeza vai rever seus conceitos de ruindade, e até rever sua lista de "piores de todos os tempos". Pois bem, vou tentar destrinchar um pouco dessa merda para vocês.

O filme começa com textos pseudo-científico-psicanalítico de matar Cesare Lombroso de inveja, retirado das pesquisas de um tal William S. Sadler. Logo após essa abertura didática temos a imagem de um laboratório, com dois personagens: o Dr. Meirschultz (HORACE B. CARPENTER, que segundo o IMDB tem 386 filmes no currículo(!!!), com a carreira iniciada no cinema mudo, o que não impediu de ser um canastrão e se meter numa roubada como essa), um velho grisalho e barbudo com cara de louco que lembra o nosso Barão de Itararé, e seu ajudante Maxwell (WILLIAM WOODS, aqui creditado como BILL WOODS, sua única participação no cinema como ator, mas com 30 créditos como maquiador). Pelo diálogo inicial sabemos que o Dr. está para terminar um experimento (experimento do quê? Logo saberemos, calma) e que precisa de um morto como cobaia, então ele pretende pegar um corpo de uma jovem suicida que chegou a pouco, mas Maxwell se mostra um medroso e fica com receio de ir roubar o presunto, o velho médico o persuade através da boa e velha chantagem, o axiliar é um ator desempregado que aparentemente tem problemas com a polícia (quais? Esqueça, isso jamais será devidamente esclarecido). Para adquirir sua cobaia, o ajudante do cientista louco precisa ir disfarçado de legista (!!!). Os dois mal chegam e o Dr. já coloca o estetoscópio na moça (ué, ela não deve estar morta para chegar no necrotério?), depois cada um deles injeta algo em cada ombro da pobre morta, e começam a fazer massagens nos braços dela (!!!), a "morta" começa a mexer a cabeça e babar (!!!). Até aí você pensa: é isso! O filme é um plágio de Frankenstein/Re-Aniamtor! Não se precipe caro leitor(a), a coisa ainda não saiu completamente de controle! O mais interessante é que mexem no cadáver da moça sob o olhar de dois funcionários do necrotério que estão examinando outro morto (e não estranham o fato da "morta" se mexer!), logo segue um diálogo primoroso entre esses dois coadjuvantes, que merece pelo menos que um trecho seja reproduzido aqui:

"- Com os gângsters e os carros, não precisamos mais de uma guerra para reduzir a população.

- Sem mencionar os suicídios.

- Até o médico legista faz horas extras.

- Você viu a preciosidade que entrou hoje? (em relação a morta)

- Claro que vi!

- É isso que faz o forense trabalhar à noite."

Pura finura necrófila!

Não custa para a polícia desconfiar do Dr. e seu auxiliar/ator como os ladrões do cadáver desaparecido. Enquanto isso voltamos ao laboratório, ele afirma que a moça necessita de vinte e quatro horas de repouso completo para se recuperar, mas o velho não se dá por satisfeito, agora ele precisa de outra cobaia, para implatar um coração que tem guardado num vidro (!), e lá vai nosso pobre ajudante de volta ao necrotério roubar mais um morto ("O gângster que mataram hoje. Exatamente o que você precisa"). Mas logo que Maxwell invade o local, vemos dois gatos se engalfinhando, e um deles passa justo entre as pernas do pobre medroso (!), para logo em seguida voltar a brigar com seu rival felino. Claro que o pobre ajudante sai correndo com o cagaço. Isso sem contar, que na fuga desesperada, ele esbarra em outra briga! Dessa vez de um cão com um gato! Protetores de animais fiquem longe desse filme! Voltando ao laboratório, é óbvio que o cientista fica puto com seu ajudante por não trazer o cadáver, e num aceso de loucura, dá uma arma para Maxwell se matar (!), garantindo que vai ressucitá-lo com o coração que tá na conserva (!!). Só que Maxweel acaba disparando no médico e matando-o!  

Imagens de demônios sobrepostas roubada do filme Maciste All'Inferno (1925)

Após tudo isso (e mal passamos dos 15 minutos de filme!) o ajudante faz um monólogo sem sentido enquanto vemos imagens sobrepostas de demônios (a primeira de outras que aparecerão ao longo da projeção, imagens com inferno e diabos diversos, todos roubados da produção italiana muda MACISTE NO INFERNO (Maciste All'inferno, 1925) de GUIDO BRIGNONE, picaretagem pouca é bobagem!). Logo um novo problema aparece: uma mulher (PHYLLIS DILLER) procura o velho médico, ela diz que seu marido está insano, que pensa ser o orangotango assassino de "Assassinatos na Rua Morgue" de Poe (!!). Como proceder agora? Ele resolve matar dois coelhos com uma cajadada só: para não levantar suspeitas do assassinato e levando em conta que a polícia está atrás dele (lembram-se disso ainda?) e não do Dr., ele resolve usar seus dotes de ator e simplesmente se passar pelo falecido! Pinta o cabelo de branco, se maqueia, usa barba postiça! Logo chega a mulher com o marido (TED EDWARDS), que até parece normal até nosso desastrado picareta preparar uma poção (?) e injetar nas veias do pobre louco, imediatamente o homem se contorce em berros e caretas, tentando parecer algo simiesco (tentando, tentando) e ataca Maxwell, para complicar a tal morta revivida acorda e aparece em cena, e acaba sequestrada e levada embora pelo paciente insano!! Corta e vemos o homem enlouquecido correndo estrada fora com a mulher no colo, no caminho ele rasga o vestido da moça e vemos os peitos nus da garota, o que, vamos combinar, é espantoso numa produção dos anos 30! É tão espantoso que o fato da atriz que está no colo mostrando os seios não ser a mesma que estava no acordando no laboratório, não tem muita importãncia (isso mesmo que você leu: a mudança das atrizes é perceptível! A do laboratório é loura, a que tá no colo pagando peitinho tem cabelos escuros!). Enquanto isso a mulher do paciente tropeça no cadáver do Dr., mas como não vê o rosto, Maxwell mente que quem está ali morto é o auxiliar, e que vai reviver ele, a mulher não parece muito preocupada com a fuga do marido animalesco com outra mulher, ela fica mais interessada em chantagear o médico para "reviver" também seu marido e assim transformá-lo em seu escravo (!!). Logo que a chantagista vai embora, Maxwell resolve ir atrás das anotações do médico, pois pretende retomar as experiências do mesmo para ressucitá-lo (parece barbada, enfim...). Entra em cena um vizinho criador de gatos, que está atrás de um que escapuliu, chamado devidamente de Satã (lógico que o gato é preto), e é esse felino que acaba quebrando o vidro e comendo o coração que estava guardado para a ressurreição do cientista! Não tendo mais como reavivar o cadáver, a solução é se livrar do corpo, então Maxwell acaba emparedando o presunto no porão (hmmm, já li isso em algum lugar), no caminho de volta acaba esbarrando em satã, puto com o gato acaba arrancando os olhos dele (isso mesmo! se o filme começou numa vibe Frankestein, agora copia descaradamente "O Gato Preto" do já citado Edgar A. Poe!). Uma observação sobre a cena: consta que não foi arrancado o olho do gato, mas que usaram um outro que era cego de um olho, colocando uma bola de vidro, que realmente cai com grande facilidade, mas um detalhe: o gato é preto, mas no close que arrancam o olho, ele é de outra cor, não sei se bege ou cinzento, por causa da fotografia em preto-e-branco, mas uma coisa eu garanto: ele NÃO É PRETO!


Já passamos de mais da metade da película e descobrimos que Maxwell tem uma esposa (!) que mora numa pensão com outra garotas (!!), e que pelo jeito largou seu marido loser, mas muda de idéia quando descobre, por um jornal, que nosso infeliz protagonista herdou uma fortuna de um tio que faleceu na Austrália. Enquanto isso o ator, se passando pelo médico, fica atendendo pacientes, dando injeções em mulheres (pura desculpa para mostrar alguns peitinhos gratuitos). Até chegar o momento derradeiro em que o protagonista terá que se defrontar com a polícia, coma mulher que o chantagea, com a esposa interesseira e com sua sanidade que está se indo, e ainda copiar descaramente Poe na conclusão!

MANIAC é daqueles filmes que poderíamos analisar cena por cena, diálogo por diálogo, tamanha a quantidade de sandices contidas aqui. Eu praticamente não conseguia tirar os olhos esperando a próxima barbaridade apresentada. O roteiro muda tanto o foco que mais parece um remendão, episódico, mais parece sketches de um programa humorístico que filme propriamente um filme de terror! Na verdade ele faz parte daquele ciclo de filmes "educativos", tipo MARIJUANA (de 1936, que é do mesmo diretor), TEST TUBE BABIES (1948) de W. MERLE CONNELL, SLAVES IN BONDAGE (1937) de ELMER CLIFTON entre outros, filmes que tratavam de assuntos polêmicos da forma mais apelativa possível, com direito a um pouco de nudez, drogas, violência, etc. (o caso aqui no filme é de MANIAC, é tratar de supostas doenças mentais, não é a toa que algumas cartelas com verbetes de psicologia aparecem ao longo do filme). Total exploitation! Produções de orçamento zero, feito para abastecer cinemas poeiras dos suburbios e interior, e que passavam longe dos cinemas das capitais, e por isso escapavam do infame Código Hays (1930-1968), aquele sistema de censura que dominou Hollywood e proibia um monte de coisas legais nos filmes.Outras fontes falam em exibições desses tipos de filmes de forma itinerante, em tendas de lona, como no circo, com alguns casos até dos produtores terem que correr da cidade com as cópias de baixo do braço por causa da polícia e de denúncias feitas pelos "cidadões de bem" locais.

Resumindo: MANIAC é daquelas obras tão ruins que você acaba se divertindo, e até fascinado. Miserável, amador, apelativo. Insanidade pura!


Quer arriscar? Mas aviso que a qualidade da cópia é péssima:



Escrito por Blob às 18h19
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